Capítulo Dois
"Na sala de casa, um pequeno caixão branco estava no centro. A minha mãe chorava. O rosto de tristeza do meu pai, inconformado, não falava com ninguém sobre nada, apenas olhava fixamente para o caixão."
Herbert chorava, todos os parentes estavam chorando. A cena era de muita tristeza. Durante a noite a luz das velas iluminava o rosto do pequeno defunto. Parecia um anjo, deitado naquele caixão. Uma faixa enrolada no queixo, o nariz tinha algodão, a pele pálida, assombraria Herbert durante anos, assim, como a sombra do pai o perseguiria.
Era nove horas da manhã, o sepultamento, a hora mais melancólica. Herbert acompanhou o cortejo a distância. Não queria estar por perto. Ana Helena passou mal todo o trajeto, não tendo força para enterra o filho. Francisco fazendo de forte mais no momentoem que o caixão descia a corva ele se desmoronou em lágrimas.
"Algums parentes abraçavam meu pai e desejava força, outros em minha defesa, como o tio Luís que é casada com uma mulher francesa, chamada por nós de tia Oliviera, uma linda mulher nos seus quarenta anos, dizendo que a culpa não era minha, mas sim da embarcação."
Após o sepultamento Herbert não teve coragem para olhar o pai. A sua mãe estava na casa de Tio Vitor, que morava na cidade. Ela nãoqueria voltar para casa, pois a lembrança do filho era muito forte.
Heloísa era a que mais sofria com a morte do irmão gêmeo. Ela não entendia o que estava acontecendo, queria toda maneira abraçar e leva para casa o pequeno Sérgio. As pessoas explicava a ela que Sérgio foi fazer uma viagem, ela também queria ir junto com o irmão.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
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Eu tenho de acompanhado e gostei muito dos seus escritos,é pena que você não tem publicado mais nada. Um abraço!!
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